O que é overclock?

Nitrogênio líquido (Foto: Reprodução/AMD)


O que é overclock? O termo em inglês se refere, principalmente, ao clock interno de um chip. Clock é a frequência de trabalho da unidade, e quanto mais giga-hertz o chip dispor, mais rápido ele é. Overclocké, em resumo, sobrealimentar de energia um chip para que ele acelere e atinja frequências maiores. É o mesmo que abastecer seu carro com gasolina 100% pura: as detonações nos cilindros serão mais fortes, e em tese, o motor terá mais potência.
Usuários sentem calafrios ao ouvir o termo overclock. Soa restrito, parece que pouca gente domina a magia de fazer o hardware render mais do que normalmente rende. Mas, ao menos hoje, a ideia de fazer overclock já não assusta tanto e os riscos, que ainda existem, são bem menores.
Por que fazer overclock?
Há várias razões. A primeira, se você gosta de hardware, é: a atividade é muito divertida. A segunda é que alterar as propriedades do hardware que você dispõe poderá fazer com que ele tenha um desempenho melhor. Uma placa de vídeo mais velha pode alcançar o fôlego dos lançamentos mais recentes do mercado. Uma placa de vídeo atual, então, pode saltar os limites do hardware desta geração.
Como se faz overclock?
Há vários métodos que estão diretamente ligados com o tipo de hardware que você está tentando acelerar. Em geral, o procedimento é feito com memórias, processadores, placas de vídeo e chipset da placa-mãe (chipset é o chip que regula e controla diversos recursos da placa-mãe e que, portanto, influencia diretamente o desempenho de seus periféricos).
Embora a técnica possa fazer com que modelos inferiores tenham rendimento de primeiro time, é bom ficar atento. Há hardware e hardware no mercado e é importante ter em vista que mesmo o overclock demanda algumas características importantes.
Por exemplo, inúmeros modelos de processadores atuais têm multiplicadores de voltagem bloqueados. A rigor, isso significa que sua tensão não pode ser alterada e, portanto, o processador não pode ser acelerado. Outra questão importante é que marcas de melhor qualidade costumam oferecer linhas destinadas ao overclock.
O que isso significa? Por exemplo, em placas-mãe, indica o uso de material de primeira qualidade, dissipadores térmicos bem dimensionados e todo um cuidado com ferramentas de fácil acesso para o overclock e monitoramento das condições do hardware. De maneira geral, isso é válido para qualquer linha top de linha em hardware.

Riscos

Cooler (Foto: Divulgação)
Existem. Exagerar na tensão de um dispositivo pode levar a danos físicos imediatos: você pode, literalmente, torrar o processador. Um insucesso ao flashear o firmware de uma placa de vídeo pode estragar o equipamento, por exemplo.
Além disso, a capacidade de overclock de um dispositivo está vinculada a sua estrutura. Por mais que você equilibre bem a sobrealimentação do sistema e os ganhos em desempenho, considere que você está acelerando o funcionamento do seu equipamento para além do regime definido pela fábrica. Com o tempo, você pode, sim, prejudicar a vida útil do hardware.
Outra questão é que jogar mais energia e acelerar os chips causa ganho de temperatura. Para manter o equilíbrio do sistema, eficiência energética e sobretudo evitar que seus equipamentos queimem, você precisará de pastas térmicas, ventiladores maiores e mais rápidos, sistemas de refrigeração mais elaborados em gabinetes com um design que privilegia a circulação de ar em seu interior. E isso tudo significa custos.

Conclusão

Overclock, diante da vasta gama de produtos e ferramentas em software na atualidade, não é mais um bicho de sete cabeças: com poucos clicks é possível alterar o funcionamento de sua placa de vídeo, por exemplo.
Além da ampla sorte de recursos, há muitos textos sobre o assunto na Internet. Se você tem interesse, pesquise. É quase certo que alguém, em algum lugar, já tenha feito overclock com o mesmo modelo que você tem de processador, placa de vídeo ou memória. Usuários apaixonados registram seus feitos na Internet e você pode aprender com eles o caminho das pedras.