B2W passará a utilizar shopping centers para fazer entregas de produtos em até 24 horas


Shopping Plaza Niteroi, no Rio de Janeiro. Crédito: BRMalls

A concorrência no varejo brasileiro está cada vez mais acirrada, com cada uma das grandes empresas oferecendo vantagens distintas para os clientes. A Amazon tem o Prime e uma série de benefícios, a B2W tem a carteira digital Ame oferecendo cashback para clientes, enquanto a Magazine Luiza tem uma grande capilaridade, graças às suas lojas físicas que acabaram se tornando pequenos centros de distribuição.

A B2W, ao que parece, vai adotar uma estratégia parecida com a do Magazine Luiza. O grupo por trás de Americanas.com, Submarino e Shoptime anunciou nesta quarta-feira (24) uma parceria com a BRMalls para ter centros de distribuição em shoppings da rede. Dessa forma, consumidores dessas lojas virtuais podem ter entrega de produtos em até 24 horas após a compra.

Num primeiro momento, o projeto funcionará apenas em shoppings da BRMalls do Rio de Janeiro. São eles: Tijuca, NorteShopping e Plaza Niterói.

A Delivery Center será a empresa responsável pelo operacional. Assim, ela receberá o registro da compra, fará a coleta do produto e a roteirização de pedidos e a entrega para o cliente em um raio de até 6 km do shopping.

A tendência é que a iniciativa seja expandida para outras localidades até por uma questão de conveniência, já que a Delivery Center atua em outros shoppings da BRMalls no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A companhia, aliás, já faz este tipo de serviço de ter um centro de distribuição para empresas como Mercado Livre, Zap Commerce, iFood e Rappi.

Para o consumidor tentar receber sua entrega de até um dia em compras nos sites da B2W, o processo é relativamente simples. Ao pesquisar um item, o cliente poderá optar pela entrega em até 24 horas — um filtro na busca indicará a disponibilidade do item no estoque de lojas do shopping mais próximo. Se a compra for feita até às 16h, há a chance de o produto chegar no mesmo dia.

A prática da B2W é importante pois os serviços de logística podem ser bem complicados devido à extensão continental do Brasil. Por mais que num primeiro momento isso seja reservado para grandes centros urbanos, que acabam concentrando a presença de shopping centers, isso já deve melhorar consideravelmente os prazos de entrega de produtos adquiridos.

Além do Magazine Luiza, que já tem uma grande rede de lojas, esta foi também a estratégia da Amazon nos EUA. Após comprar o Whole Foods, uma rede de supermercados com produtos naturais e orgânicos, a gigante do varejo passou a utilizar as lojas como pequenos centros de distribuição.

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