Google paga à Apple para não criar mecanismo de busca, acusa processo

 Uma nova ação coletiva aberta nos Estados Unidos alega que a Apple e o Google violaram leis de regulação da competição em acordos que mantêm o mecanismo de pesquisa do Google como padrão nos gadgets da Maçã — ecoando uma acusação do Departamento de Justiça dos EUA feita em 2020.
Mais do que isso, a ação afirma que há um acordo secreto no qual o Google paga à Apple para que ela não crie seu mecanismo de busca próprio — e que a Maçã daria tratamento preferencial ao Google em todos os seus dispositivos.

Ao fazer isso, as empresas supostamente “trabalharam juntas para suprimir a competição de concorrentes menores”. Os reclamantes também afirmam que, por causa do suposto conluio, as taxas de publicidade são mais altas do que em outros mercados.

O processo visa a restituição dos pagamentos de bilhões de dólares do Google à Apple e demanda a criação de uma liminar proibindo o acordo de não concorrência entre as empresas, o tratamento preferencial em dispositivos da Maçã e o suposto pagamento para a não criação de um mecanismo de busca da Apple.

As evidências mostram que ocorreram apenas algumas reuniões (pessoalmente) entre os CEOs da Apple e do Google na última década. Além disso, ambas as companhias afirmam que os pagamentos para que o Google seja o mecanismo de busca padrão no iOS têm apenas essa finalidade, e que os usuários podem selecionar outros serviços de busca, se preferirem.

Além disso, ao contrário do que afirma o processo, a Apple tem seu próprio negócio de publicidade que usa na App Store. Ela também tem seu próprio mecanismo de busca que usa na Siri e no Spotlight — o qual não é acessível pela web.

Veremos quais serão os próximos capítulos de mais esse imbróglio…

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